quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Madrugada

No meu sonho procurava um lar, mas nunca sozinha. Ao meu lado sempre um grande amigo, um rosto conhecido. De repente me vejo num lar devastado. Todas as soluções financeiras trazem o horror da dependência, a loucura da prisão. Me pergunto onde meu grande amor foi parar uma vez que ele, até agora, não deu as caras nessa noite confusa. Quando não o encontro, procuro os rostos familiares que também me abandonam. O desespero cresce. Ouço instruções dos donos do dinheiro. Para mim e em mim soam irreais. Procuro entender o que está acontecendo e percebo que anda mais está sob meu controle. O desespero me leva ao despertar. Me encontro no escuro do quarto de hotel. Sob a porta, a luz forte que vem do corredor me confunde. Agitada bebo água. Tento entender o significado das visões no meu dia a dia. É tarde. Amanhã tenho mais um dia sem sentido pela frente. Isso me cansa. Sinto um sono constante. Durmo novamente. Pela manhã me recordo de cada detalhe, de cada sensação. Serve para algumas linhas, serve pra fazer sentido.

Um comentário:

Anônimo disse...

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