segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Na exposição... O Corpo Humano


No fim das contas somos todos exemplares. Dissecados, abertos, expostos. Nossos pulmões: os que fumam, os que não fumam. Nossos corações: os que batem e os que não batem. Há semelhanças?!?! Nossas veias, capilares, circulação. Vermelho, amarelo, azul... Somos, por dentro, coloridos? E os olhos... Ah, os olhos não são os nossos, são todos de mentira. Estranho... nos mostram como somos por dentro mas não podem mostrar nossos verdadeiros olhos! Olhos negros, amendoados. Nossa forma mais sublime de expressão. Ou não. Nossa expressão visceral, talvez...

domingo, 21 de setembro de 2008

Viagens rotineiras


Quero saber de tudo, ler tudo, ouvir tudo, andar por todos os caminhos. Quero me dividir em 1.000 e quero que cada pedaço de mim viva a riqueza de um milhão de existências. Quero ver as estrelas deitada sobre os buracos da Lua, quero conhecer a história dos homens, das línguas, das palavras. Minha cabeça pensa freneticamente em tudo que quero conhecer e por tudo que quero me apaixonar. Viver em busca de paixões sequenciais leva à loucura. Quero ser arrebatada diariamente. A rotina me massacra. Me tira os sentidos, me rasga e me transforma em nada. Um ser inanimado. Dorme, trabalha, come, acorda. Nada vê, nada sente, nada entende. Morre-se e vive-se a cada segundo. Quero chegar não sei bem como, porquê, aonde e, muito menos, pra quê...

domingo, 14 de setembro de 2008

O Rio de Janeiro


Há provas de que a minha cidade pode se reinventar e me surpreender a cada dia. Quarta-feira, um dia normal. Primeira página:"Favela blinda prédio e constrói muro alto para se proteger de balas perdidas". Eu me pergunto... Até onde o paradoxo das diferenças sociais vai? Aonde vai chegar, pra onde vai nos levar? A resposta eu realmente não tenho. Mas me assusta saber que, no fundo, somos todos reféns. Reféns da política e do sistema que menospreza a educação como forma de inclusão social. Reféns da corrupção e da crise ética que faz com que todos os movimentos sejam motivados por interesses egoístas. Reféns por desacreditar que alguém realmente tem vontade de mudar alguma coisa, simplesmente por fazer o bem e ajudar por ajudar. Me pego pensando dia sim e outro também no que fazer. Nao tenho resposta. Não gosto de política, tenho minha vida que não pode parar. Desculpa, falta de força, uma certa forma de ostracismo? Mais uma vez não sei... Sei o que sinto. Amor pela minha cidade. De tão visceral, cogito tatuá-la no meu corpo... por agora me parece ser a melhor solução. Do jeito que as coisas andam pode ser que essa seja a melhor lembrança que eu tenha dela, no futuro.

São Paulo

Essa é a vida que se leva. De dentro do ar condicionado do táxi, o conforto velado me separa da triste realidade do mundo que se parece mais com o reflexo dos carros e do congestionamento, no espelho da poluição negra do Rio Tietê.

sábado, 13 de setembro de 2008

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Pra ver as nuvens se transformarem em árvores e as árvores se transformarem em nuvens, é preciso itens indispensáveis...