domingo, 14 de setembro de 2008

O Rio de Janeiro


Há provas de que a minha cidade pode se reinventar e me surpreender a cada dia. Quarta-feira, um dia normal. Primeira página:"Favela blinda prédio e constrói muro alto para se proteger de balas perdidas". Eu me pergunto... Até onde o paradoxo das diferenças sociais vai? Aonde vai chegar, pra onde vai nos levar? A resposta eu realmente não tenho. Mas me assusta saber que, no fundo, somos todos reféns. Reféns da política e do sistema que menospreza a educação como forma de inclusão social. Reféns da corrupção e da crise ética que faz com que todos os movimentos sejam motivados por interesses egoístas. Reféns por desacreditar que alguém realmente tem vontade de mudar alguma coisa, simplesmente por fazer o bem e ajudar por ajudar. Me pego pensando dia sim e outro também no que fazer. Nao tenho resposta. Não gosto de política, tenho minha vida que não pode parar. Desculpa, falta de força, uma certa forma de ostracismo? Mais uma vez não sei... Sei o que sinto. Amor pela minha cidade. De tão visceral, cogito tatuá-la no meu corpo... por agora me parece ser a melhor solução. Do jeito que as coisas andam pode ser que essa seja a melhor lembrança que eu tenha dela, no futuro.

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