Caminho com o corpo sentindo as poucas horas de sono. Acidentalmente me dirijo ao desembarque e, naquele momento, uma confusão de vozes e pessoas se misturam, Páro no tempo, finjo ter um motivo pra estar ali. Não tenho, afinal só me resta esperar. Aproveito aquelas vozes, as escutando. São garotos e garotas se despedindo depois de um programa de intercâmbio. Suas lágrimas me tocam, seus sorrisos me olham, os beijos trocados são sinceros. Sofrem da saudade antecipada da ausência da cumplicidade. Choram pelo tempo que passou e já foi, já foi mesmo, impossível de repetir. Choram com a sinceridade e as dúvidas de corações de quinze anos.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
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