
Dentro do trem, Madri entra pelos meus olhos. Do clássico ao moderno, vejo as janelas nascendo nos edifícios e as ruas subindo. Aos meus pés, os trilhos. Escuto ao fundo uma voz macia interrompendo minha música. Prédios cortam o céu de um azul que imita uma tela de Patinir. Vejo uma favela. Pequena, plana, porém favela. Um par de olhos me encontram. Em um segundo vejo tudo escuro. Em outro vejo o sol. Me resta agora somente a paisagem seca da janela...
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