
Guernica - 1 de maio a 4 de junho 37. Pablo Picasso
Comecei a andar e a fome apertar. Resolvi acabar com os atalhos e seguir para Guernica. Esse havia sido o motivo pra não perder o museu. Passo pela tela, nada acontece. Todos colados, olhando. Sigo para a sala ao lado, dedicada a todas as loucuras de Picasso. Me rendo. A tudo... Queria estar dentro daquela cabeça insana traduzida em traços intangíveis, inimitáveis. Volto à Guernica. Quero me deitar aos pés da tela, ali ficar... Quero ser pisoteada pela moldura, massacrada por esses traços. Quero fazer parte da arte, quero ela entranhada em mim. Quero que ela cure minha neurose, quero que ela seja minha neurose, quero que ela me neurotize... Quero estar ali, quero ser aquilo. Traços cinzas de Guérnica, nada mais...
Comecei a andar e a fome apertar. Resolvi acabar com os atalhos e seguir para Guernica. Esse havia sido o motivo pra não perder o museu. Passo pela tela, nada acontece. Todos colados, olhando. Sigo para a sala ao lado, dedicada a todas as loucuras de Picasso. Me rendo. A tudo... Queria estar dentro daquela cabeça insana traduzida em traços intangíveis, inimitáveis. Volto à Guernica. Quero me deitar aos pés da tela, ali ficar... Quero ser pisoteada pela moldura, massacrada por esses traços. Quero fazer parte da arte, quero ela entranhada em mim. Quero que ela cure minha neurose, quero que ela seja minha neurose, quero que ela me neurotize... Quero estar ali, quero ser aquilo. Traços cinzas de Guérnica, nada mais...
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